fotos escolares com privacidade e conformidade LGPD
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Política de Privacidade

Versão 11 Sem data de vigência — minuta

MINUTA — este texto não está em vigor e não vale como contrato.

A qualificação da Sofi neste texto é um valor de desenvolvimento: a empresa está em constituição e a razão social e o CNPJ reais ainda não existem.

Política de Privacidade

Versão 11 · em vigor desde 31/07/2026

Esta política explica o que a Sofi faz com dados pessoais: quais coleta, por quê, com quem compartilha, por quanto tempo guarda e o que você pode exigir.

Neste texto, "nós" e "a Sofi" são a mesma pessoa jurídica. Quando o texto disser "a escola", é da instituição de ensino que ele fala — e a diferença entre as duas é o assunto da primeira seção.


1. Dois papéis, e por que isso muda a quem você pede

A lei separa quem decide o tratamento de quem executa (LGPD art. 5º, VI e VII). A Sofi está nos dois lugares, em assuntos diferentes — e misturá-los seria a forma mais fácil de escrever uma política falsa.

Parte 1 — como operadora Parte 2 — como controladora
De quem são os dados aluno, responsável, colaborador da escola contato da escola, quem usa nossos formulários, quem entra nos painéis, quem escreve para nós
Quem decide finalidade e prazo a escola a Sofi
Nosso limite fazemos o que a escola instrui, e nada além respondemos pela decisão
Com quem você exerce direitos com a escola — nós apoiamos e não decidimos sozinhos conosco

A divisão é contratual, não retórica: ela está no Acordo de Tratamento de Dados que a Sofi assina com cada escola.


Parte 1 — o que tratamos por conta da escola

Aqui a Sofi é operadora. Nós não decidimos o que é fotografado, quem vê nem por quanto tempo. A escola decide, e nós executamos com as travas descritas abaixo.

1.1 Que dados são esses

Do aluno: nome civil, apelido, data de nascimento, turma, matrícula e situação, CPF, data de desligamento, fotografias, vídeos com áudio quando a escola mantém esse recurso ligado, as caixas de rosto (as coordenadas de onde há um rosto na imagem), o vínculo entre uma caixa e um aluno, e as marcações em publicações.

Do responsável: nome, e-mail, telefone, CPF, o vínculo com a criança, as decisões de autorização com data, IP e navegador ou aparelho usado, o registro de cada entrada no aplicativo — data, hora, IP e navegador ou aparelho usado — e do bloqueio por excesso de código errado, o código do aparelho para notificação, as preferências de aviso, o registro de cada foto aberta, os pedidos de cópia e os pedidos de exclusão.

Do colaborador da escola: nome, e-mail, CPF, papel, senha guardada em forma cifrada, o segredo do segundo fator quando ele existe, a autorização de imagem dele, a trilha do que ele fez no sistema, o registro de cada entrada no aplicativo — data, hora, IP e navegador ou aparelho usado — e as tentativas de login, inclusive o bloqueio por excesso de código errado.

De terceiros que aparecem na imagem (um visitante, um familiar numa festa): apenas o rosto na foto, sem cadastro nenhum. Esses rostos são marcados como pessoa de fora e saem cobertos para sempre.

Os CPFs ficam cifrados no banco e aparecem sempre mascarados na tela.

O que não existe, por decisão: dado de saúde (alergia, dose, laudo), localização e dado financeiro da família.

Biometria existe numa condição, e ela é dita: na escola que contrata o reconhecimento facial, a medida matemática do rosto de quem autorizou — a criança, pela autorização própria da família; o colaborador, pela autorização de IA dele — fica guardada, cifrada, para o sistema sugerir ou marcar quem está nas fotos (o item 1.3 explica o mecanismo). Onde a escola não contrata esse recurso, nenhuma medida de rosto é calculada ou guardada.

1.2 De onde esses dados vêm

Do cadastro que a escola faz (na tela ou por planilha) e das fotos que a equipe dela tira, pelo aplicativo ou pelo computador. Você não preenche cadastro: quem cadastra é a escola.

Quando a professora fotografa pelo aplicativo, o arquivo não passa pela galeria do celular dela. Ele fica numa área reservada do aplicativo até o envio terminar e é apagado em seguida. Se o envio não completar — sem sinal, por exemplo —, o arquivo é apagado do aparelho em até 7 dias.

1.3 O que o sistema faz sozinho com a imagem

Toda foto é reprocessada no nosso servidor antes de chegar a qualquer tela:

Fora do reconhecimento facial contratado, nenhuma dessas etapas diz quem é a pessoa — isso é um humano da escola, e autorizar é você. Duas delas decidem sozinhas, e sempre para proteger: o sistema cobre o rosto de quem não tem autorização e retém a foto inteira quando não consegue garantir esse cobrimento. Onde a marcação automática foi liberada, o reconhecimento também decide — e é a única dessas decisões que pode errar contra alguém: um rosto marcado no lugar de outro segue as autorizações da criança marcada até uma pessoa corrigir. É por isso que ela começa desligada, só é liberada depois de confirmações sem erro e volta à sugestão na primeira correção.

1.4 Quem vê

Veem as fotos a equipe da escola e os responsáveis das crianças marcadas — e só quando aquela criança tem as duas autorizações de imagem ativas; faltando uma delas, a foto não aparece nem para a própria família.

Há uma exceção, e ela é de desenho: a foto em que ninguém foi marcado — o mural, as mãos na tinta, o pátio — vai para as famílias das turmas do álbum, e só depois que uma pessoa da escola resolveu todos os rostos que o sistema encontrou nela. Fora isso, no dia a dia ninguém mais vê: não há mural aberto, link público nem perfil visível na internet. Fora do dia a dia há um caso: quando uma autoridade requisita fotografias, nós as entregamos a ela — está no item 1.9.

A equipe da escola vê as fotos sem cobrimento: ela estava presente na atividade e responde por ela. O cobrimento existe para o que a escola mostra a outras famílias.

Cada vez que uma foto é aberta, o sistema registra quem abriu, quando, de onde e qual versão foi entregue (a da família ou a da equipe). Esse registro é da escola, e existe para ela prestar contas.

O link de cada imagem vale 5 minutos e depois morre. O link de vídeo vale 10 minutos.

No Android, a captura de tela sai preta. Na versão para iPhone, quando ela for publicada, o sistema operacional não permite bloquear a captura: o aplicativo detecta a tentativa e a registra na auditoria da escola.

1.5 O que sai do nosso alcance

A escola decide se as famílias podem baixar uma cópia de uma foto. O recurso nasce desligado. Quando ligado, cada pedido depende do aval dos responsáveis de todas as crianças marcadas, e a cópia é gerada na hora, nunca servida de um arquivo guardado.

Duas coisas precisam ser ditas sem rodeio:

Outro caminho é da escola: a exportação para divulgação. Quando uma família autoriza, em termo próprio, o uso da imagem do filho fora do aplicativo, a direção pode exportar a foto sem marca d'água — para a rede social, o site ou o material impresso da escola. Nessa exportação, o rosto de quem não tem essa autorização sai coberto: a criança sem o termo, o rosto que ninguém identificou, a pessoa de fora e a própria equipe da escola. Cada exportação fica registrada — quem exportou, quando e qual foto —, e a família vê em "Sobre esta foto" quando uma foto do filho dela saiu por esse caminho, e como o rosto dele saiu.

A escola também prepara um pacote com o acervo de fotografias, para levar ao encerrar o contrato ou ao migrar de sistema. E você prepara, pelo aplicativo, um pacote com as fotografias em que o seu filho está marcado — e nele todo rosto que não seja do seu filho sai coberto, inclusive o de quem tem autorização. É essa cobertura que permite entregar o pacote sem consultar cada uma das outras famílias, e ela vale também quando o seu filho aparece numa foto do pacote de outra família. Os pacotes ficam guardados por poucos dias e depois são apagados; o que você baixar fica com você.

⚠️ Há um caminho que não é seu nem da escola: a requisição de autoridade. Quando um juízo, o Ministério Público ou a polícia requisita fotografias à Sofi, nós entregamos — e ali as imagens saem nítidas, sem nenhum rosto coberto, na mesma versão que a equipe da escola vê. Não depende de a escola ter ligado a cópia, não depende da sua autorização, e retirar a autorização não impede. Está descrito no item 1.9.

⚠️ A saída de imagem para a família — a cópia avulsa e o pacote — é decisão da escola e nasce desligada. Onde ela mantiver o recurso desligado, quem atende o seu pedido é a própria escola, que é a controladora dos dados do seu filho.

Duas ressalvas, ditas sem rodeio: a escola pode escolher que a equipe fotografe com a câmera do próprio celular, em vez da câmera do aplicativo — e nessa opção a foto passa pela galeria do aparelho dela; e a equipe vê as fotos sem cobrimento na tela do painel, de onde qualquer pessoa pode salvar uma imagem. O que o Sofi controla é o que ele entrega, e a quem — não o que um adulto autorizado faz com o que recebeu.

1.6 Vídeo e voz

O vídeo é um recurso que nasce desligado, escola a escola. Enquanto a escola não o liga, não há vídeo nem áudio nenhum no sistema dela.

Quando ela liga, o áudio entra junto — e voz é dado pessoal, protegida com a imagem (CC art. 20). Por isso o vídeo exige uma autorização própria, além das que valem para foto. A escola pode manter o vídeo com o som desligado: nesse caso a trilha de áudio é removida no servidor, e não é guardada.

O vídeo não tem versão borrada. Onde a foto degrada para "rosto coberto", o vídeo degrada para "não circula": basta faltar uma autorização para que ele não seja exibido a ninguém.

1.7 Por quanto tempo

São relógios independentes, e alguns deles eliminam em vez de anonimizar:

Relógio Padrão O que acontece Quem escolhe
acervo 24 meses cada foto e cada vídeo é eliminado por idade, mesmo com a criança ainda matriculada a escola
desligamento 12 meses o cadastro do aluno que saiu é anonimizado a escola
contrato encerrado 120 dias o acervo daquela escola é eliminado a Sofi, por contrato

O prazo do acervo aparece na própria foto, no painel da escola e no aplicativo — sempre como teto, porque a foto pode ser eliminada antes (por pedido, por exemplo).

⚠️ E o teto pode ser ultrapassado enquanto houver pedido esperando resposta: nada do que aquele pedido alcança é eliminado. O pedido pode ter vindo da escola, de você — ou de uma autoridade que requisitou fotografias (item 1.9). É o que impede a Sofi de apagar um acervo que alguém acabou de pedir. Esse freio não vence sozinho: o que o encerra é a resposta.

⚠️ A eliminação do acervo da escola que encerrou o contrato apaga as fotos, não os cadastros. Os cadastros permanecem até que a escola — que é quem responde pelos dados — peça a eliminação (ou até que os relógios de desligamento acima vençam por conta própria, que continuam correndo), e aí o Sofi a executa em até 30 dias, por anonimização: os registros que a lei manda guardar (as autorizações que você deu, as trilhas de quem viu o quê) sobrevivem sem nome, e todo o resto morre. A saída já existe: a escola leva o acervo pelo painel e a família leva as fotos do filho pelo aplicativo.

O prazo de desligamento vale também para o adulto responsável: quem fica sem nenhum aluno vinculado ao próprio cadastro é anonimizado pela mesma janela — nome, e-mail, telefone e CPF não ficam guardados sem finalidade. E você pode pedir a eliminação dos seus dados à escola a qualquer momento (art. 18).

Os registros de conformidade têm prazo próprio, porque servem para provar o que aconteceu depois de o dado deixar de existir: o registro de quem abriu cada foto e a trilha de ações do painel seguem a mesma régua — o maior prazo de guarda configurado pela escola, com uma margem, e nunca menos de 24 meses. Com os prazos padrão isso dá 30 meses. A margem existe para que a prova de quem viu a foto sobreviva à eliminação da própria foto. A prova da sua autorização é preservada mesmo depois da anonimização do aluno — é obrigação legal de guarda (LGPD art. 16, I). Ela guarda o texto aceito, a data, o IP e o caminho; não guarda foto.

A medida do rosto (item 1.3), onde a escola contrata o reconhecimento facial, dura enquanto a autorização que a sustenta estiver de pé: ela é eliminada no mesmo ato em que a autorização é retirada, vence sem renovação, o aluno é anonimizado ou o colaborador é desligado. Eliminar uma foto não elimina a medida — ela pertence à pessoa e à autorização, não à foto.

1.8 Quando você retira uma autorização

A retirada vale no mesmo instante, sem justificar e sem custo (LGPD art. 8º, §5º). As fotos param de ser exibidas na consulta seguinte — não há "despublicar" a fazer, nem fila.

O que já foi baixado por alguém antes disso não volta.

Retirar a autorização de reconhecimento facial elimina a medida do rosto no mesmo ato; o sistema deixa de sugerir e de marcar o nome, e a escola volta a marcar à mão. As marcações já feitas nas fotos não caem — para desfazer uma, o pedido é à escola.

Qualquer responsável legal pode retirar, e a retirada prevalece sobre a autorização de outro. Ninguém precisa da concordância do outro para proteger a criança.

1.9 Com quem esses dados são compartilhados

No dia a dia, com ninguém fora dos prestadores de infraestrutura da lista abaixo — e nenhum deles usa esses dados para finalidade própria. Fora do dia a dia há um caso, e ele está descrito logo depois da tabela.

Quem O que passa por lá Onde
Amazon Web Services tudo: imagens, vídeos, banco de dados e o envio dos e-mails do sistema Brasil (São Paulo)
Google — Firebase Cloud Messaging o código do aparelho e o texto do aviso. Nenhum nome de criança sai no aviso Estados Unidos
Apple — APNs o mesmo, quando o aplicativo para iPhone existir Estados Unidos
Sentry erros técnicos do sistema, configurados para não carregar dado pessoal Estados Unidos
ImprovMX + Google (Gmail) os e-mails enviados aos nossos endereços @sofiedu.com.br — inclusive o canal do encarregado Estados Unidos
Have I Been Pwned apenas o começo do resumo criptográfico da senha nova de quem trabalha na escola, para saber se ela já vazou. Não sai a senha, o e-mail nem o nome Estados Unidos

Esta lista é a mesma do Anexo II do contrato que assinamos com a escola.

Quando uma autoridade requisita

⚠️ Um juízo, o Ministério Público, a autoridade policial ou outra autoridade pode requisitar à Sofi as fotografias de uma criança. Quando isso acontece, nós respondemos — e não é a escola nem você quem decide. É o único caso em que a imagem de uma criança sai daqui sem a decisão de vocês.

Isso não se apoia na sua autorização de imagem. Por isso retirar a autorização não impede a entrega: o que nos obriga aqui é a lei (LGPD art. 7º, II e VI).

O que nós fazemos, e você tem o direito de saber:

Uma autoridade que requisita não é um prestador de serviço nosso: ela não trata os dados por nossa conta, e por isso não está na tabela acima.

O programa que encontra os rostos roda na nossa própria infraestrutura, no Brasil. A imagem não é enviada a serviço de terceiro para isso.

Não há venda de dados, não há publicidade e não há perfilamento. Nada no sistema decide matrícula, avaliação ou qualquer situação da criança. Fora do reconhecimento facial contratado, não há decisão automatizada que afete o que a família pode ver: o que é automático é protetivo — na dúvida, o sistema cobre o rosto e prende a foto até que uma pessoa da escola resolva. Onde a escola contrata o reconhecimento facial e a turma passou à marcação automática, a máquina marca quem está na foto, e a foto passa a seguir as autorizações da criança marcada até uma pessoa corrigir (item 1.3) — toda marcação dela pode ser desfeita por alguém da escola, e a primeira correção devolve a turma à sugestão. Você pode pedir a revisão de qualquer decisão automática à escola (LGPD art. 20).

1.10 Como você exerce seus direitos aqui

Você tem, a qualquer momento e sem custo (LGPD art. 18): confirmar que existe tratamento; ver os dados; corrigir o que estiver errado; pedir cópia; pedir a eliminação dos dados tratados com base no seu consentimento; saber com quem os dados são compartilhados; e retirar o consentimento.

Peça à escola. Ela é a controladora e responde em até 15 dias. O painel dela tem os botões para exportar, corrigir, anonimizar e eliminar sem depender de chamado nosso.

Se você preferir falar conosco, escreva para privacidade@sofiedu.com.br. Nós encaminhamos o seu pedido à escola em até 5 dias úteis e damos a ela o apoio técnico para responder no prazo. Não atendemos sozinhos o pedido de um titular sobre dado que é da escola — fazer isso seria decidir no lugar de quem a lei põe para decidir. A exceção é a requisição de uma autoridade (item 1.9): ali quem responde somos nós, porque é a nós que ela é dirigida.


Parte 2 — o que tratamos por conta própria

Aqui a Sofi é controladora: a decisão é nossa e você trata direto conosco.

2.1 Quem escreve pelo formulário de contato

O que coletamos: seu nome, seu e-mail, a mensagem e, se você quiser preencher, o nome da escola e o telefone.

Para quê: responder você. A mensagem tem dois destinos: vira um e-mail para a nossa equipe comercial e fica registrada no nosso sistema, para a conversa não se perder — com a escola, o contato, o que foi conversado e o desfecho. Não entra em lista de divulgação.

Por quanto tempo: nos dois lugares, por até 12 meses sem movimentação — nem contato seu, nem tratativa nossa. Passado esse prazo o registro é apagado; se virar contrato, ele fica como o registro de por onde você chegou até nós.

Base legal: os procedimentos preliminares de contrato, a seu pedido (LGPD art. 7º, V). Não é consentimento: preencher um formulário para ser respondido não é autorizar um tratamento, e chamar isso de consentimento criaria uma escolha que você nunca teve.

2.1.1 A escola que nós procuramos, ou que alguém nos indicou

Esta seção existe porque as outras descrevem pessoas que fizeram alguma coisa — escreveram, receberam proposta, entraram num painel. Aqui não houve gesto nenhum da sua parte, e por isso a lei manda que esta página seja a sua informação (LGPD art. 9º).

O que acontece: quando procuramos uma escola, ou quando alguém a indica, registramos no mesmo sistema o nome da escola, a cidade, o contato que nos deram, uma estimativa de tamanho, quem indicou e as notas da conversa.

Base legal: legítimo interesse (LGPD art. 7º, IX) — oferecer um serviço a quem pode contratá-lo, em contato profissional e identificado. Não é consentimento, e não vendemos nem compramos lista de ninguém.

Por quanto tempo: o mesmo prazo do item acima — 12 meses sem movimentação, e o registro é apagado.

Como parar: escreva para privacidade@sofiedu.com.br e paramos. Quando você pede para não ser mais contatado, guardamos só o registro do pedido — o e-mail, o nome da escola e a marca de que você se opôs — porque apagar tudo apagaria junto a própria oposição que prometemos honrar, e nada impediria que a procurássemos de novo.

2.2 A escola que recebe e aceita uma proposta

O que coletamos: nome, razão social e CNPJ da escola, nome do contato, e-mail e telefone. Com o aceite, criamos a escola no sistema, a conta de acesso dessa pessoa e a assinatura com as condições negociadas.

Para quê: executar o contrato e cobrar por ele.

Base legal: execução de contrato (LGPD art. 7º, V) e, para a emissão de nota e a guarda fiscal, obrigação legal (art. 7º, II).

Com quem compartilhamos: com o Asaas, que emite e recebe a cobrança, no Brasil. Vão para lá os dados da escola e do contato responsável pelo pagamento. Nenhum dado de aluno ou de responsável vai para a cobrança.

2.3 Quem entra nos nossos painéis, e os registros de segurança

Os dados do colaborador dentro do painel da escola são da escola (Parte 1) — inclusive as tentativas de login contra uma conta que existe, que entram na trilha que a própria escola lê. O que descrevemos aqui é diferente: são os registros que existem para proteger o serviço, e a decisão sobre eles é nossa.

O que guardamos: as tentativas feitas com um e-mail que não existe no sistema, com o endereço tentado, o IP e o navegador; os bloqueios por excesso de tentativa; e os alertas que enviamos para o nosso endereço de segurança quando um desses sinais passa do limite. Nenhum desses registros descreve o trabalho de ninguém e nenhum é usado para avaliar pessoa alguma.

Por quanto tempo: a tentativa com e-mail desconhecido é apagada em 30 dias — é dado de terceiro e não temos motivo para guardar mais.

Base legal: legítimo interesse na segurança da informação e na prevenção à fraude (LGPD art. 7º, IX). O interesse é concreto: sem esse registro, não há como perceber que alguém está tentando entrar na conta de uma escola.

Como protegemos o acesso: o login das famílias é por código de 6 dígitos enviado ao e-mail, válido por 10 minutos, com no máximo 5 tentativas e bloqueio progressivo de 5 até 60 minutos. A sessão do aplicativo expira em 90 dias. O login dos painéis exige senha e código no e-mail em toda entrada; a senha tem no mínimo 12 caracteres e é conferida contra bases públicas de vazamento; o painel interno da Sofi aceita ainda um segundo fator por aplicativo autenticador.

2.4 Quem escreve para nós

O que você manda para contato@, privacidade@ ou qualquer endereço @sofiedu.com.br chega à nossa caixa por um serviço de encaminhamento (ImprovMX) e é lido no Gmail. Guardamos a mensagem enquanto ela for necessária para atender você e para provar que atendemos.

Base legal: procedimentos preliminares e execução de contrato (art. 7º, V) e, para atender pedido de titular, cumprimento de obrigação legal (art. 7º, II), nos prazos dos arts. 18 e 19.

2.5 Quem visita o site

O site sofiedu.com.br não usa cookie, não usa ferramenta de medição de audiência e não carrega nada de servidor de terceiro. Não sabemos quem visitou, quantas vezes, nem de onde. Você pode conferir: o código da página está inteiro à vista, e não há uma requisição externa nele.

2.6 Cookies, e onde eles existem

Só existem dois, e só nas páginas do sistema (login dos painéis, formulário de contato e página de proposta):

Os dois são estritamente necessários para o serviço funcionar, expiram junto com a sessão (120 minutos de inatividade) e não servem para medir, perfilar nem anunciar nada. Não há cookie de terceiro, de propaganda ou de análise em nenhuma superfície da Sofi.

O aplicativo não usa cookie. Ele guarda no aparelho o seu código de acesso, num armazenamento cifrado do sistema operacional, e algumas preferências suas: tema, escola em que você entrou por último, se ativou o bloqueio por biometria e se já aceitou os Termos de Uso. As imagens são exibidas a partir da memória, sem cópia em disco — exceto, claro, a cópia que você mesmo baixar.

2.7 Seus direitos aqui

Sobre os dados desta Parte 2, os direitos do art. 18 se exercem conosco: escreva para privacidade@sofiedu.com.br e respondemos em até 15 dias.

Onde o tratamento se apoia em legítimo interesse, você pode se opor e pedir a revisão da decisão. São dois os tratamentos nessa base, e eles estão nomeados: os registros de segurança (§2.3) e a procura de escolas e a indicação (§2.1.1). Nos demais casos desta Parte 2 a base não é consentimento — é o seu próprio pedido, a execução do contrato ou uma obrigação legal —, e por isso não há consentimento a retirar: pedir para encerrar a conversa comercial encerra a conversa, e nós apagamos o que não precisamos guardar. A única coisa que sobrevive ao pedido de não ser mais contatado é o registro do próprio pedido (§2.1.1), pelo motivo dito lá.


O que vale para as duas partes

Inteligência artificial

As imagens e os dados das crianças não são usados para treinar modelos de inteligência artificial, nem nossos, nem de terceiros. Não vendemos, não cedemos e não emprestamos esse material para treinamento de ninguém.

Em toda escola existe um programa que localiza onde há rostos numa imagem, para que o rosto de quem não tem autorização possa ser coberto. Ele roda na nossa própria infraestrutura, não guarda medida nenhuma do rosto e não diz quem é a pessoa.

O reconhecimento facial é outra coisa, e trata dado biométrico sensível. Ele existe na escola que o contrata, e só nela; sem a contratação, nenhuma medida de rosto é calculada ou guardada. Onde existe, funciona assim: o programa de reconhecimento roda na nossa própria infraestrutura — a foto não é enviada a nenhuma outra empresa —, com um modelo pronto que não é treinado nem ajustado com as imagens da escola; a medida do rosto só fica guardada com autorização específica (a da família, para a criança; a de IA da equipe, para o colaborador), cifrada, no máximo cinco por pessoa, tiradas das fotos em que uma pessoa da escola marcou quem é; a medida de quem não autorizou é comparada em memória e descartada; toda turma começa sugerindo, a marcação automática só é liberada depois de confirmações seguidas sem erro, e a primeira correção a devolve à sugestão. Recusar não tira nada de ninguém, e retirar a autorização elimina a medida no mesmo ato. Nada disso entra em silêncio: a escola recebe os dois termos ao ligar e os publica antes de registrar qualquer autorização, e esta política diz o mecanismo.

Quando um dado sai do Brasil

Fotos, vídeos, banco de dados e o envio de e-mails do sistema ficam no Brasil, na região de São Paulo da Amazon Web Services.

Estes serviços acessórios ficam fora, e é isto que passa por cada um:

Serviço O que sai O que não sai
Firebase Cloud Messaging e APNs o código do aparelho e o texto do aviso nome de criança, foto, turma
Sentry mensagem de erro técnico e linha de código dado pessoal — a opção que enviaria argumentos de função é mantida desligada de propósito
ImprovMX e Gmail os e-mails que adultos nos enviam dado de aluno
Have I Been Pwned apenas o começo do resumo criptográfico da senha nova, para saber se ela já vazou a senha, o e-mail, o nome — nada que identifique alguém

Cada uma dessas transferências tem hipótese e instrumento próprios (LGPD art. 33):

Serviço Hipótese e instrumento
Firebase Cloud Messaging · APNs · Sentry · ImprovMX e Gmail cláusulas contratuais firmadas com o fornecedor, com garantias de proteção equivalentes (art. 33, II) — e cláusulas-padrão da ANPD onde aplicáveis
Have I Been Pwned não há transferência de dado pessoal: sai apenas o começo do resumo criptográfico de uma senha, que não identifica ninguém

⚠️ O instrumento exato de cada fornecedor está em conferência com a nossa advogada, e esta tabela ganha o nome dele quando a conferência terminar. Nenhum desses serviços recebe dado de aluno.

Segurança

Nenhum sistema é impossível de invadir, e quem promete isso está vendendo. O que podemos descrever é o mecanismo:

Sobre o acesso da nossa própria equipe: não existe caminho no sistema para alguém da Sofi abrir o painel de uma escola. O que a nossa equipe acessa é a operação — cadastro da escola, faturamento e a trilha de auditoria. Há uma exceção, e ela é nomeada: para responder à requisição de uma autoridade, quem responde pelo contrato da Sofi prepara e baixa um pacote com as fotografias pedidas (item 1.9). Cada preparo e cada download ficam registrados, com a requisição que os motivou. Nessa trilha, quem tem acesso de leitura vê o titular por código ("Aluno(a) #12"). Ler o nome exige abrir um acesso declarado: quem precisa dele escreve por que precisa, escolhe a escola de que se trata, e o acesso vale por algumas horas — a direção daquela escola recebe um e-mail no mesmo instante, com o motivo, e vê o registro no painel dela. Sem esse acesso declarado, ninguém da Sofi lê o nome de uma criança na trilha, nem quem administra tudo. Antes desta versão, esse registro não existia e nós dizíamos isso aqui.

Uma segunda ressalva, que preferimos escrever: quem administra a infraestrutura — os servidores, o armazenamento e o banco de dados — tem, pela natureza da função, acesso técnico a eles. Esse acesso é restrito ao mínimo de pessoas e está sujeito a dever de confidencialidade. Ele não passa pelo produto — não é exercido por tela nem por botão —, e por isso o produto não consegue registrá-lo sozinho. O que fazemos é o contrário: quem vai tocar o armazenamento declara antes, com motivo e prazo, e todo dia conferimos as leituras do armazenamento contra essas declarações. Leitura sem declaração é tratada como incidente, e incidente a escola é avisada.

E há um terceiro caminho, novo, pelo qual fotografias podem chegar às mãos de alguém da Sofi: quando uma escola encerra o contrato, o painel dela fecha, e ela então pede por escrito o acervo de fotografias. Quem prepara e entrega esse arquivo é a Sofi, porque já não há painel para a escola fazê-lo sozinha. É um pedido da própria escola, fica registrado, e o arquivo tem prazo curto de vida.

O que a tecnologia não resolve, e que preferimos dizer: a foto que uma família baixou está no aparelho dela; a captura de tela no iPhone pode ser detectada, não impedida; e nenhuma marca d'água impede alguém de fotografar a própria tela com outro celular. As proteções tornam a redistribuição rastreável e desconfortável — não impossível.

Se acontecer um incidente

Se houver incidente de segurança envolvendo dados tratados para uma escola, avisamos a escola em até 24 horas da confirmação, com o que aconteceu, quais dados e titulares foram afetados, o que já foi contido e o que recomendamos.

A comunicação à ANPD e às famílias é da escola, porque é dela a posição de controladora — e nós entregamos a ela as informações técnicas e as minutas para fazê-la no prazo de referência de 3 dias úteis (Resolução CD/ANPD 15/2024).

Nos incidentes que envolverem dados da Parte 2, quem comunica somos nós.

Crianças

As crianças são titulares dos dados tratados aqui, e não usuárias do produto: o aplicativo é usado por adultos — responsáveis e equipe da escola —, com login no e-mail do adulto.

O tratamento de dado de criança segue o art. 14 da LGPD, com o melhor interesse dela acima de tudo. Onde a base é a sua autorização, ela é específica por finalidade, dada por um responsável legal e revogável a qualquer momento. Onde a base é outra — a requisição de uma autoridade, no item 1.9 —, não há autorização a dar nem a retirar, e dizemos isso em vez de deixar você supor que retirar resolve. Autorização genérica embutida no contrato de matrícula não é o que o Sofi faz, e não é o que a lei aceita.

Como esta política muda

Toda versão tem número e data. Quando mudarmos finalidade, destinatário, prazo de guarda ou categoria de dado, avisamos antes de a mudança valer, por dois caminhos: por e-mail, no endereço que a escola cadastrou, e no aplicativo, com uma tarja que diz o que mudou e leva ao texto novo. A direção da escola é avisada junto, porque é ela quem responde pelos dados.

Esse aviso é de leitura: ele não pede nada, não tem prazo e nada muda no seu acesso por causa dele.

Quando a mudança afetar o que você autorizou, é outra coisa, e você vai perceber a diferença: aí o aplicativo pede um aceite novo, com prazo, e a autorização anterior continua valendo até lá.

Correção de redação — ajustar uma frase, reorganizar uma seção, explicar melhor o que já valia — entra com a versão nova publicada, sem aviso individual.

Versões anteriores ficam disponíveis: você tem direito de saber sob qual texto os seus dados foram tratados.

Quem é quem, e como falar conosco

Sofi (empresa em constituição), CNPJ em constituição, é a Sofi — operadora dos dados tratados na Parte 1 e controladora dos da Parte 2.

Encarregado pela proteção de dados (DPO): Lucas Souza — privacidade@sofiedu.com.br (LGPD art. 41, §1º). O ato formal de designação é assinado pela pessoa jurídica e depende da constituição da empresa; o canal acima já funciona e é o que vale para você.

Outros canais: contato@sofiedu.com.br (comercial e suporte).

Sobre os dados do seu filho, comece pela escola. É ela quem decide, é ela quem responde, e é ela que tem os botões. Se a escola não responder, escreva para nós: nós não decidimos no lugar dela, mas insistimos com ela — e você pode reclamar à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a qualquer momento.

Versão 11 · publicada em 31/07/2026 · Sofi